Menos Pedro e mais Jesus por favor

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Certamente você já ouviu a história dos pescadores que se tornaram apóstolos e mudaram a história da humanidade.

Se observar bem essa história, pode perceber que esses tais pescadores tem papel fundamental na mudança de paradigma do mundo, que antes fora anunciada à eles por Jesus. Sim, pois toda história de Jesus foi vivida com eles e contada por eles.

O paradigma Judeu da época é o Sacrifício. A palavra que acompanhava a humanidade era o sacrifício.

Para obter perdão de Deus sacrifica-se um animal. Para obter favores de Deus sacrifica-um cordeiro.

Os impérios que dominavam o mundo – o Egípcio precedido pelo Romano – era um império de sacrifico.

Muitos impostos, muito trabalho (de preferência escravo) e muita escassez ao povo.

Sobre Pedro? Esse não era diferente (digo era pois aprendeu com Jesus a ser diferente).

Depois de um dia de muito trabalho em vão, recolhe seu barco pois mais um dia não havia tido sucesso em sua pescaria. Imagino ele recolhendo a rede e pensando no imposto que talvez estive atrasado.

Imagino que Pedro tenha por costume, pensando no costume contemporâneo, o sacrifício. Dessa forma estava condicionado a acreditar que deveria trabalhar muito, a ponto de seu suor ser confundido com sangue para que pudesse ter a recompensa.

Até porque sabia que boa parte, se não a maior, de sua pescaria teria de ser remetida à Cesar através de impostos.

No livro de Lucas, o evangelista narra que Jesus disse a Pedro que jogasse a rede novamente e, sob o comando do mestre o fez. Para surpresa de Pedro e de todos que estavam ali os barcos ficaram tão cheios que quase afundaram pelo peso dos peixes.

Qual a diferença dessa pescaria para aquela que Pedro ficara a noite inteira?

Simples: a fé de Pedro fora transformada e junto com a rede não havia o peso do sacrifício mas sim a leveza da abundância.

Jesus, quando estava na Região da Palestina, deu a importância ao dinheiro (fruto do trabalho) como deve ser. Jesus nos ensinou que o dinheiro é um meio e não o fim em si mesmo. E por ser apenas o meio ele deve estar em nossa vida com leveza, sem avareza, sem sacrifício.

Hoje, 20 séculos depois vemos nossa sociedade trabalhando como Pedro. À “noite” inteira pois considera o dinheiro o fim em si mesmo e por consequência o sacrifício deve acompanhar a recompensa financeira, traduzindo em miúdos: “tenho que suar muito para ganhar meu salário”.

Pais dizem aos filhos: “papai vai trabalhar porque precisa ganhar dinheiro”

Conversas de mesa durante o almoço de família: “temos que trabalhar para pagar as contas”

Esses e outros costumes mostram como o dinheiro tem sido um fim e não um meio. De forma que enquanto pensarmos que o dinheiro é um fim, o buscaremos com sacrifício. Deixando as vezes o que é mais importante de lado para se sacrificar em nome de um salário.

O mestre nos ensinou que o dinheiro NUNCA falta e nunca faltará (vide a multiplicação dos peixes) e nos ensinou a usar dinheiro como meio e não como fim.

multiplicacao_dos_peixes

Algumas pessoas quando estão em dificuldades financeiras tendem a ficar apreensivos. A apreensão nos afasta de nossa essência!

O mesmo Pedro em dado momento tinha leveza a ponto de andar sobre as águas, mas a apreensão o fez vacilar e afundar.

Deixe de lado a apreensão, agarre se na fé e na leveza dos ensinamentos de Jesus e caminhe. A providência divina não vem com sacrifício, apreensão nem mesmo com leviandade.

A nossa busca pelo dinheiro deve ser natural, mas deve ser um meio. De preferencia um meio para estarmos mais próximos de nossa essência.

Conte-me, através dos comentários abaixo, em que essa analogia te ajuda e enxergar o dinheiro de outra forma.

 

Sobre Tiago Feitosa

Tiago Feitosa

Eu sou o Tiago Feitosa e quero compartilhar com você tudo que nós precisamos para colocar em prática a prosperidade que merecemos.